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Clipping: quem procura, acha!

31 agosto 2016

*Por Erica Carmo

Todo trabalho precisa gerar resultados e, quando bem planejados, são mais positivos. A assessoria de imprensa é uma das áreas que mais exigem um planejamento preciso, já que as informações e interações mudam e aumentam constantemente. A base para esses resultados vem do clipping, uma rotina de busca, monitoramento e análise de matérias, e este é o desafio que ajuda a ter o conhecimento do trabalho executado.

Em termos mais técnicos, clipping é um relatório de acompanhamento das matérias publicadas nas mídias impressa e online, bem como as veiculadas na TV ou rádio, relacionadas com determinada organização, produto ou pessoa.  O relatório deve destacar os pontos positivos e negativos e ser adequado às características do cliente em questão, seguindo um parâmetro de frequência (diária, semanal e mensal) e de estrutura de avaliação (tabela e gráficos) que forneçam de forma objetiva o desempenho das estratégias de divulgação e, também, destaquem a opinião pública e a repercussão dos assuntos. Neste caso, ressalte também o monitoramento nas mídias sociais, hoje um dos canais mais utilizados no dia a dia com grande força de públicos.

Os benefícios giram em torno de mensurar as notícias visando manter a imagem e a reputação, como também administrar as estratégias de assessoria de imprensa e o relacionamento com os veículos, identificar novas perspectivas de mercado, analisar o desempenho dos concorrentes e antecipar as crises. A avaliação não pode priorizar apenas a quantidade de publicações obtidas, mas também a qualidade da matéria, levando em consideração o peso do espaço conquistado, a qualidade do conteúdo (que pode partir do jornalista ou da própria assessoria) e se outras matérias, a partir desse tema, foram geradas. Outra questão é obter uma estimativa de audiência, ou seja, ter um número aproximado de quantas pessoas podem ter sido atingidas com uma publicação em determinado veículo, além de estimar o retorno de recursos financeiros. Essas informações qualificam a avaliação do clipping e proporcionam um melhor parâmetro do quanto se ganhou com o trabalho de assessoria.

A desvantagem fica principalmente na rotina de busca e no famoso recorte e cole. Existem muitas empresas de gerenciamento de informação e plataformas de gestão de mídias sociais que auxiliam esse monitoramento e proporcionam melhores resultados. Porém, para reforçar a procura nada como a boa e velha busca na internet, com palavras-chaves diversas. Ou até mesmo o contato direto com o jornalista para saber a perspectiva sobre o conteúdo.

O clipping é uma das principais ferramentas de assessoria de imprensa, sem isso fica difícil, por exemplo, se posicionar frente aos veículos diante de uma crise. Como saber o que dizer se não se sabe o que estão repercutindo?  É um acompanhamento diário: quanto mais cedo conseguir analisar a informação, mais rápido consegue se portar diante dela, seja uma publicação benéfica, que pode render outros frutos, ou uma publicação que interfere na imagem do cliente em questão e que precisa de um retorno estratégico e ágil. Em poucas palavras, é aquele velho ditado: um olho no peixe, outro no gato. Ou seja: uma sacada de atenção que deve garantir os objetivos do planejamento e dar viés para novos planos.

Érica Carmo

É Relações Públicas formada pela Fapcom e integra o núcleo de consumo e serviço na Press à Porter. Observadora, é aquela clássica escorpiana, ora séria, ora divertida. Tem ‘respeito’ como sua palavra de ordem. Não dispensa um bom café, futebol, séries e livros.

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