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O vídeo na comunicação interna das empresas

25 abril 2017

*Por Luiz Fernando Gomes

O negócio começou pequeno, uma lojinha na garagem da casa de dona Luzia. Os bolos fizeram sucesso, o movimento cresceu, o espaço já não mais atendia à demanda. Dona Luzia alugou uma loja no bairro. E o negócio continuou a crescer. Surgiram a primeira, a segunda filial. E logo a marca virou uma franquia, com algumas dezenas de lojas espalhadas não só na cidade, como em vários pontos do país.

Mas dona Luzia não queria perder a mão do negócio. Seu jeitinho de fazer, sua forma de atender, de cativar o cliente. Queria explicar pessoalmente, a quem vai vender, os segredos de cada novo produto a ser lançado.  Queria que cada um soubesse o que dizer para agradar o consumidor.

Mas como fazer isso, com tantas lojas, em lugares tão distantes? Foi aí que surgiu a ideia de fazer vídeos. Dona Luzia poderia falar de viva voz com seus funcionários, seus franqueados, representantes, onde quer que eles estivessem.

Em um mundo cada vez mais globalizado, em que as empresas se expandem além dos limites da cidade, do estado ou do país, manter a uniformidade da comunicação, fazer com que os colaboradores e parceiros mais distantes sintam-se próximos da matriz e participando das decisões e da vida corporativa é um grande desafio. A história da doceria da dona Luiza não é diferente do que acontece com tantas outras organizações que crescem mas se esforçam para não perder a identidade.

Aproveitar as facilidades do mundo digital é, sem dúvidas, o melhor caminho. Talvez seja o único. Mas a intranet, aquele canal quase estático que transmitia as mensagens do RH, as normas de conduta e as novidades de cada área da empresa, já é coisa do passado.  Os sites corporativos de hoje precisam ser interativos, dinâmicos, multifuncionais e multimídias. E o vídeo, a cada dia, ganha importância como uma eficiente forma de comunicação interna.

Sim, o vídeo não é mais, apenas, uma ferramenta institucional e de comunicação com o público externo.  O cliente, o consumidor não são mais os únicos alvos dessa comunicação. Bem ao contrário, cada vez mais empresas descobrem a força dessa ferramenta no ambiente corporativo. O que antes era só texto, agora é imagem. E essa é uma tendência irreversível. Seja em simples vídeos informativos exibidos nos sites ou no youtube, seja em sofisticadas transmissões ao vivo em canais próprios das companhias.

São muitas as organizações – de redes de varejo com lojas espalhadas por todo o país a indústrias com plantas de produção em mais de uma região, só para citar dois segmentos de negócio –  que criaram seus canais próprios de transmissão, as chamadas Corporate TV, ou TVs de Empresa. Além de uma programação de serviços de utilidade para os colaboradores, como campanhas de saúde e  higiene, por exemplo, e, da comunicação de mensagens corporativas, elas transmitem com regularidade a palavra do presidente ou dos diretores, disseminando a informação por toda a equipe, em todos os níveis. Isso representa, além de tudo, uma economia de custos, uma vez que a circulação do conteúdo, por vezes, evita deslocamento dos profissionais, despesas de viagens e hospedagens.

Mas as TVs corporativas, sejam na web, no site ou nas redes sociais, sejam através destes circuitos internos de transmissão, podem ir muito além disso. Podem funcionar como um instrumento valorização dos talentos de companhia.  Funcionários podem e devem ser os “atores” dessa empreitada. Tratando de assuntos profissionais ou exibindo seus dotes particulares, em programas especialmente pensados para isso. Os músicos, o jogador de futebol, o pescador de fim de semana, o chef doméstico, todo mundo tem espaço. Isso melhora o clima, promove a integração e torna, sem dúvida, mais saudável o ambiente das companhias. E tudo isso vai refletir na produtividade de sua equipe.

O que você está esperando para apertar o on de sua câmera?

Luiz Fernando Gomes

Jornalista, foi repórter e editor no Jornal do Brasil, O Dia, TV Globo, Jornal da Tarde, Lance! e LanceNET! É sócio consultor para novos negócios e gestão de crises na Press.

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